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FNP e Conectar apresentam experiências municipais de monitoramento e planejamento de ações no combate à pandemia

Metodologia apresentada por Campinas/SP mostrou que é possível monitorar dados a fim de antecipar e planejar cenários no enfrentamento à COVID-19

Diante de uma possível terceira onda da pandemia, é possível planejar e até antecipar informações para identificar se o sistema de saúde local ficará sobrecarregado ou não e, assim, minimizar os danos causados pelo novo coronavírus. A constatação foi feita durante o evento virtual "Como sua cidade pode planejar ações de enfrentamento à COVID-19 - a experiência de Campinas com indicadores de avaliação e monitoramento na pandemia", promovido pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e pelo Consórcio Conectar nesta sexta-feira, 21.

O estudo de caso apresentou a metodologia adotada no município paulista para monitoramento e avaliação de indicadores a fim de instrumentalizar o prenúncio de cenários no enfrentamento à COVID-19. De acordo com a Secretaria de Saúde local, o acompanhamento criterioso dos dados que compõem a evolução local dos padrões epidemiológicos e o impacto disso na cidade permitiram uma tomada mais ágil de decisões por parte das autoridades municipais.

O evento foi aberto pelos prefeitos de Aracaju/SE, Edvaldo Nogueira, e de Palmas/TO, Cinthia Ribeiro, com mediação do secretário-executivo da FNP, Gilberto Perre. Edvaldo Nogueira, presidente da FNP, reforçou a importância de ações coordenadas entre os entes federados no enfrentamento à COVID-19. "Estamos agora em momento muito importante do combate à pandemia. Distanciamento e medidas de prevenção estão sendo tomadas a partir do esforço gigantesco dos prefeitos e governadores", lembrou.

Na opinião do prefeito, a experiência de Campinas é muito “positiva e importante e pode ser compartilhada para que a gente possa aprender, porque é uma experiência de prevenção. Prevenir é melhor do que remediar”, observou.

Cinthia Ribeiro, também vice-presidente do Conectar, frisou que o consórcio, instituído pela liderança da FNP, reúne mais de 2,5 mil municípios e representa mais de 150 milhões de brasileiros. “Somente com a vacina poderemos ter um possível retorno seguro às atividades que a gente tanto precisa.” Além disso, Cinthia afirmou que experiências municipais exitosas no combate à pandemia podem nortear as demais prefeituras. “Essas experiências fazem com que a defasagem de linguagem entre os entes federados seja organizada”, disse.

Antecipação e planejamento
Durante o evento, o prefeito de Campinas/SP, Dário Saadi, e o chefe de gabinete de Cascavel/PR, Thiago Stefanello, apresentaram as experiências municipais na gestão da pandemia. No município paulista, a partir de indicadores de alertas, houve um melhor aproveitamento local do que o registrado durante a segunda onda em todo o estado.

Segundo Saadi, vice-presidente de Saúde da FNP, com o método, é possível antecipar situações mais complexas em quatro, seis e até oito semanas e evitar o colapso da rede hospitalar. “Todos os indicadores são importantes, mas esses foram fundamentais para que Campinas tomasse medidas mais restritivas e antecipadas que o estado, evitando colapso na rede hospitalar.” Algumas medidas, conforme o prefeito, pareceram “antipáticas” à população na época, mas foram fundamentais para evitar uma tragédia maior.

Entre março e abril deste ano, houve um aumento no número de mortes no estado de São Paulo de 42%. Nesse mesmo período, houve queda de 13% em Campinas. O sucesso do resultado é atribuído a medidas como toque de recolher, fiscalização mais intensa de aglomerações, restrição de circulação de pessoas e campanhas de comunicação e de educação, entre outras.

A experiência em Campinas mostrou que indicadores precoces devem ser monitorados para “tomada oportuna de decisões.” O monitoramento foi dividido em três eixos: indicadores de morbidade, laboratoriais e de hospitalização. De acordo com um dos dados apresentados, o número de hospitalizações e/ou aumento de casos graves são considerados indicadores tardios. “É preciso observar o número de casos de síndromes gripais e a variação do número de sintomáticos respiratórios nas Unidades Básicas de Saúde (UBS)”, adiantou a epidemiologista e diretora do Departamento de Vigilância em Saúde de Campinas, Andrea Von Zuben.

Na opinião da epidemiologista, o problema é que a maioria das prefeituras começa a tomar atitudes a partir do momento que a curva está em ascensão, o que pode provocar colapso o sistema de saúde que não está preparado com o número de leitos adequado. “Quando existe a internação, muita coisa já aconteceu antes, como pessoas transmitindo a doença para outras pessoas. Já tem muita gente infectada, por isso esse indicador é considerado tardio.”

A prefeitura pediu que 67 UBS do município e dos que rodeiam a região começassem a anotar quantas pessoas chegavam por semana com sintomas respiratórios. A partir disso, foi criado um sistema que tornou perceptível prever que haveria aumento na procura de hospitais em quatro ou seis semanas. “Outro indicador é a taxa de positividade dos RT-PCR. Se começa a aumentar o número de positivos para o teste, é sinal de que a circulação viral aumentou e que em cerca de seis semanas teremos aumento no serviço hospitalar”, detalha Andrea.

Ela reconhece que cada município tem uma realidade diferente e que a experiência de Campinas pode ser um norte para tomada de decisão local. “A métrica é o início do sintoma, a chegada à UBS, essa é a grande diferença.” Acesse aqui a apresentação.

Educação
Em Cascavel/PR, a prefeitura optou por vacinar os trabalhadores da educação adotando a metodologia do coeficiente de incidência por bairro, em detrimento do critério de idade decrescente, para acelerar o retorno às aulas por completo em cada escola. “Vacinamos por completo o bairro para que a escola daquela localidade voltasse às aulas, porque por idade não ia funcionar. Seria um vacinado de uma escola, outro vacinado de outra escola e isso atrasaria o processo”, disse Thiago Stefanello, chefe de gabinete.

Até o momento, segundo a prefeitura, mais de 1,6 mil trabalhadores da categoria já foram imunizados e muitas escolas nos bairros da cidade paranaense já retomara as aulas. “Fizemos testes com os professores e trabalhadores 15 dias após a vacinação e não registramos mais casos positivos para a doença”, comemorou Stefanello.

A epidemiologista Carla Domingues, consultora da FNP e do Conectar, participou do debate e elogiou as iniciativas. Para ela, a ausência do governo federal nas medidas de prevenção obrigou estados e municípios a tomarem decisões, que muitas vezes não tiveram o apoio da população. “É muito difícil convencer a população da importância dessas medidas agora não tivemos apoio do governo federal”, lamentou.

Segundo Carla, para que haja sucesso no combate à pandemia, é preciso olhar a situação epidemiológica à luz de cada realidade. “Somos um país continental. O lockdown pode servir para uma determinada região e não servir para outra, é preciso olhar a situação epidemiológica de cada localidade para que se tenha instrumentos adequados para enfrentar a doença. É preciso também ter comunicação clara com a população. Se ela não entender os mecanismos para frear a transmissão, não vai resolver. Trazer a população para o nosso lado, com transparência, com dados para tomada de decisão é fundamental.”

Redator: Jalila Arabi
Editor: Livia Palmieri

FNP propõe que critério de vacinação contra COVID-19 seja somente idade, após grupo atual

A alternativa foi debatida na 80ª Reunião Geral da entidade, que também discutiu outras pautas prioritárias, como mobilidade urbana e economia

Dirigentes da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) vão apresentar uma proposta de adequação no Plano Nacional de Vacinação (PNI) da COVID-19. A proposta é de que a passadas as comorbidades, profissionais de educação, forças de segurança e trabalhadores de transporte coletivo, a população seja vacinada por idade decrescente a partir dos 59 anos. O tema foi deliberado durante a 80ª Reunião Geral da entidade, nesta quinta-feira, 20, evento virtual no qual foram empossados os novos vice-presidentes temáticos, regionais e o conselho fiscal da entidade.

Segundo o presidente da entidade, Edvaldo Nogueira, prefeito de Aracaju/SE, a justificativa para o modelo decrescente é acelerar o processo e garantir vacinação de forma universal e equitativa em todo o país, sem privilégios, injustiças e eventuais fraudes. “Com o critério de idade temos a demanda calculada, conseguimos avançar mais rapidamente”, comentou o prefeito de Florianópolis/SC, Gean Loureiro, presidente do Consórcio Conectar. A proposta recebeu apoio do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), que esteve representado na reunião pelo secretário-executivo, Mauro Junqueira.

Também sobre vacinação, o prefeito Gean apresentou um panorama sobre as ações desenvolvidas pelo Conectar, consórcio instituído a partir da liderança da FNP, nas intermediações com o governo federal, embaixadas e laboratórios internacionais. Conforme o governante, o Conectar está em tratativas para aquisição de forma conjunta com o Ministério da Saúde de vacinas Sinopharm, com apoio da embaixada da China.

Durante a reunião, o grupo também debateu os impactos do possível recrudescimento da pandemia. Sobre isso, o prefeito de Campinas/SP, Dário Saadi, vice-presidente de Saúde da FNP, falou sobre a experiência do município paulista que, a partir de indicadores de alertas, conseguiu ter um resultado melhor, na segunda onda, em relação ao obtido pelo governo do estado de São Paulo.

Esse caso será apresentado na sexta-feira, 21 de maio, em evento virtual, transmitido ao vivo pelo Youtube e promovido pela FNP, em parceria com o Conectar. “É muito importante a adoção desses indicadores, dessas políticas de antecipação de crise”, comentou. De acordo com o prefeito, a partir da coleta de dados, é possível antecipar situações mais complexas em quatro, seis ou até oito semanas.

Ainda sobre saúde, o secretário de Finanças de Diadema/SP, Francisco Funcia, apresentou dados sobre o subfinanciamento da área, principalmente neste ano, com uma redução de cerca de R$ 1 bilhão no orçamento para o tratamento da COVID-19. “Comparando com o último quadrimestre do ano passado, teve uma queda de 50%”, disse.

De acordo com ele, a participação dos municípios, com mais alocação de recursos, configura em “estrangulamento na medida em que têm que tirar recursos de algumas ações e cobrir essa falta do governo federal”, concluiu.

Como alternativa, o prefeito de Salvador/BA, Bruno Reis, vice-presidente de PPPs e Concessões, relembrou o pleito para a unificação dos mínimos constitucionais de Saúde e Educação, “para somar recursos dentro da casa dos 40% que somam as duas áreas”.

Desafios do financiamento da Mobilidade Urbana
A insustentabilidade do financiamento do transporte público também esteve entre as pautas prioritárias discutidas pelos prefeitos. O tema foi apresentado pelo prefeito de São José dos Campos/SP, Felício Ramuth, vice-presidente de Mobilidade Urbana, que trouxe alternativas para o setor de “curtíssimo” e longo prazo.

De forma imediata, o governante recomendou a retomada do PL 3364/2020, vetado integralmente pelo presidente Jair Bolsonaro, que trazia um auxílio emergencial, de R$ 4 bilhões, para as cidades. A proposta, agora, seria modificar as regras e solicitar R$ 5 bilhões por ano, como fonte de recursos para financiar a gratuidade dos idosos.

Segundo o presidente do Fórum Nacional de Secretários Municipais de Transportes, Paulo Guimarães, esse recurso seria liberado, de forma imediata, para 1600 municípios. “A R$ 5 bilhões por ano como fonte de recurso por população idosa, geraria um gasto de R$ 300 reais por ano por idoso para o governo federal”, explicou.

Para o médio/longo prazo, a proposta é discutir o Programa de Reestruturação do Transporte Público Urbano. “Precisamos discutir um novo marco legal, que é a alteração de uma série de leis para subsidiar o que a gente está propondo dentro dos três pilares - qualidade e produtividade, financiamento e regulação e contratos”, disse Paulo, que também é secretário de Mobilidade de São José dos Campos.

No contexto mobilidade/pandemia, a prefeita de Contagem/MG, Marília Campos, trouxe para o debate que há, ainda, a preocupação do ponto de vista sanitário. “Na medida em que a gente exige que não tenha transporte com lotação exagerada também defendemos política para melhorar condições de transporte do passageiro”, avaliou a prefeita, que assumiu a vice-presidência de Políticas Sociais.

Desafios econômicos e sociais do pós-pandemia
O economista José Roberto Afonso, consultor da FNP, fez uma avaliação sobre o quadro da economia brasileira, que apresenta situações distintas, com o aquecimento de alguns setores como agropecuária, indústria extrativa e novas tecnologias. “Isso é bom, mas gera pouco emprego. Setores intensivos de mão de obra, que são serviços de contato, ainda estão longe de conseguir recuperar a situação que tinha antes”, disse.

Para o economista, é indispensável pensar políticas públicas voltadas para requalificação de mão de obra, estímulo ao empreendedorismo e realocação de trabalhadores. “É importante unir reformas com medidas imediatas, porque a situação do âmbito essencial é emergencial”, opinou.

Nesse sentido, o presidente da FNP falou sobre a pandemia como fator importante nessa situação de crise econômica. Na opinião de Edvaldo, as necessárias medidas de distanciamento físico e fechamento de locais colabora para o aprofundamento dessa situação. “Temos que combater a pandemia e ao mesmo tempo encontrar mecanismos para, no pós, alavancar a recuperação definitiva da economia”.

A secretária de Fazenda de Salvador/BA, Giovanna Victer, presidente do Fórum Nacional de Secretários de Finanças e Fazenda, destacou o papel dos municípios nesse processo. “Acreditamos que as cidades, por meio da gestão e da própria característica da economia, podem ser a força motriz para retomada econômica que incorpore pessoas, renda e melhore qualidade de vida de todos os brasileiros.”

O presidente da Abrasf, Vitor Puppi, secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão de Curitiba/PR, também participou da reunião comentando sobre as reformas Tributária, com sistema progressivo, assegurando a autonomia municipal em relação ao ISS, e Administrativa que, na avaliação dele, caminha lentamente e trata de questões de médio e longo prazo.

Homenagem ao prefeito Bruno Covas
Bruno Covas, reeleito em 2020 prefeito de São Paulo/SP e empossado em abril deste ano vice-presidente Nacional da FNP, morreu no domingo, 15 de maio. Em virtude de sua colaboração com a pauta dos municípios, o presidente da FNP prestou a homenagem, nomeando a sede da entidade como Sede Bruno Covas.

“Bruno foi exemplo de tolerância nesse momento de intolerância, exemplo de convicção e de esperança, nesse momento de desesperança e acima de tudo, Bruno Covas mostrou que é possível ocupar um cargo no Executivo sem perder a humanidade”, falou o presidente Edvaldo.

“O Bruno deixa a mensagem de demonstração de coragem, de integridade, de luta, mas principalmente de pessoa que tinha profundo apresso pela democracia”, disse Marta Suplicy, secretária de Relações Internacionais de São Paulo.

Vice-presidentes Temáticos e Regionais (gestão 2021-2023)
Além do debate sobre as três pautas prioritárias da FNP, a 80ª Reunião Geral foi momento de posse de prefeitos que ocupam cargos de vice-presidências temáticas e regionais da entidade.

“Essa é uma das experiências mais gratificantes da minha vida pública. Tenho aprendido muito com prefeitas e prefeitos e com a equipe técnica da FNP”, afirmou a prefeita de Pelotas, que assumiu, pelo segundo mandato, a vice-presidência de Segurança Pública. Para a governante, o trabalho coletivo de prefeitos é o que traz as condições para encontrar soluções de desenvolvimento econômico, social, cultural e humano.

De acordo com o prefeito Edvaldo, as discussões da reunião revelam o momento difícil e complexo que o país atravessa. “Essa pandemia tem sido um elemento para que a situação seja ainda mais difícil, mas apesar disso tudo eu tenho esperança. E a esperança está aqui, nessa reunião”, concluiu.

 
Redator: Livia Palmieri

Editor: Paula Aguiar

Conectar aciona embaixada americana por vacinas

 Integrado por mais de duas mil Prefeitas e Prefeitos, Consórcio reitera pedido de doação de doses para o enfrentamento da Covid-19 no país após anúncio do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden

O Conectar – Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras e a Frente Nacional de Prefeitos registraram no dia 18 de maio novo ofício reiterando ao embaixador americano no Brasil, Todd Chapman, a solicitação de apoio e doação de vacinas para o combate e o enfretamento à COVID-19 no país.

O pedido emergencial acontece após o anúncio do presidente Joe Biden de que os Estados Unidos farão a doação 20 milhões de vacinas a outros países, até o fim de junho, além das 60 milhões de doses previamente anunciadas.

Gean Loureiro, presidente do Conectar e prefeito de Florianópolis/ SC, acredita que os municípios estão habilitados para o recebimento das doações por meio do Consórcio. “Além de estar apto a efetivar a compra de imunizantes, o Conectar também pode receber doações de vacinas, de acordo com seu regramento originário. O Consórcio representa o protagonismo das cidades neste momento em que todos precisam somar esforços para garantia da celeridade do Plano Nacional de Imunização”, explica. O Consórcio Conectar está amparado na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que deliberou pela possibilidade de os entes subnacionais centralizarem a aquisição de vacinas contra a COVID-19.

Negociações diplomáticas

O envio do ofício ao embaixador americano dá continuidade à diálogo travado pelo Consórcio no começo do ano. Representantes do Conectar estiveram na embaixada americana no dia 26 de março com o objetivo de sensibilizar o órgão diplomático a respeito do cenário da pandemia da COVID-19 no Brasil, reforçando a necessidade de agilizar o acesso da população à vacina. Na ocasião, foi solicitada a doação de seis milhões de doses para atender de forma prioritária os profissionais da educação básica no Brasil.

O Conectar monitora os fornecedores com autorização de uso no território brasileiro e intensifica as relações diplomáticas para articulação de alternativas de imunizantes. Também estabelece interlocução com a China para acelerar o cronograma de imunizações no Brasil. No dia 29 de abril, reuniu-se com o embaixador chinês no Brasil, Yang Wanming, para solicitar suporte nas relações comerciais com os laboratórios Sinovac e Sinopharm para a aquisição de imunizantes.

Sobre o Conectar

O Conectar – Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras é uma iniciativa inédita que reúne mais de 2 mil cidades que, juntas, representam mais de 150 milhões pessoas. Maior consórcio público do país, busca alternativas para acelerar o Programa Nacional de Imunização fazendo com que as vacinas cheguem mais rápido às cidades brasileiras. De forma integrada, irá agilizar a compra de medicamentos e o acesso a insumos médico-hospitalares para a rede pública de saúde. O Conectar foi instituído com o apoio da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e idealizado após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em 23 de fevereiro de 2021, que autoriza a aquisição de imunizantes contra COVID-19 por estados e municípios. Está fundamentado na Lei nº. 11.107/2005.

Seminário discute planejamento de ações contra COVID-19

 A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e o Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras (Conectar) promovem, nesta sexta-feira, 21, às 9h, o debate virtual "Como sua cidade pode planejar ações de enfrentamento à COVID-19 - A experiência de Campinas com indicadores de avaliação e monitoramento na pandemia",com transmissão ao vivo pelo canal da FNP no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=nNbSSVAa4Vk

A Prefeitura de Campinas, por meio de sua Secretaria Municipal de Saúde, apresenta estudo de caso em que demonstra a metodologia adotada para o monitoramento e avaliação de indicadores a fim de instrumentalizar a predição de cenários no enfrentamento à COVID-19.

Participarão do encontro: 
 
- os prefeitos Edvaldo Nogueira (Aracaju/SE), Cinthia Ribeiro (Palmas/TO), Dário Saad (Campinas/SP) e Leonaldo Paranhos (Cascavel/PR);
- a epidemiologista e consultora da FNP e do Conectar Carla Domingues; 

- o secretário de Saúde de Campinas/SP, Lair Zambon, e a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde de Campinas, Andrea Von Zuben.]

 





Nota de Pesar

Com enorme pesar, as diretorias da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e do Conectar - Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras lamentam a morte do prefeito de São Paulo/SP, Bruno Covas, ocorrida neste domingo, 16.

Como governante da maior cidade do país, Bruno Covas nunca deixou de se dedicar às causas dos municípios e de trabalhar para a melhoria de vida da população.  Atualmente, exercia o cargo de primeiro vice-presidente Nacional da FNP e vice-presidente para Cooperação Internacional do Conectar.

O prefeito era um entusiasta incansável do diálogo e uma militante do meio ambiente. Tinha, em suas atitudes, um respeito pelos que pensam diferente e um zelo pela democracia. O Brasil perde um bom homem e um político que visava o bem comum.

Conectar - Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras

Frente Nacional de Prefeitos

Continuidade do combate à pandemia é tema de audiência no Senado

Audiência Pública com representantes de estados e municípios discutiu medidas conjuntas para compra de vacinas e controle da segunda onda da pandemia

O presidente do Consórcio Conectar, Gean Loureiro, participou nesta segunda-feira, 11, de Audiência Pública no Senado Federal para discutir os desafios enfrentados por estados e municípios na compra descentralizada de vacinas, assim como no cumprimento do cronograma de vacinação da COVID-19. A Comissão Temporária da COVID-19 no Senado, presidida pelo Senador Confúcio Moura (RO), convidou para a audiência os governadores Wellington Dias (PI), Flávio Dino (MA), Reinaldo Azambuja (MS), além do prefeito de Florianópolis/SC, Gean Loureiro. 

Gean Loureiro destacou que o Consórcio Conectar, instituído a partir da liderança da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), tem o objetivo de atender as necessidade dos municípios em estabelecer relações diplomáticas para lidar com a pandemia. “O Consórcio conta hoje com 2600 municípios consorciados nos seus 45 dias de existência, tornando-se o maior consórcio público do país.” O prefeito elencou na audiência alguns temas prioritários para o Consórcio, como a colaboração junto ao Ministério da Saúde para o cumprimento do calendário de vacinação e compra de insumos, além da necessidade de manutenção da rede hospitalar voltada para o combate à pandemia. 

Loureiro levantou encaminhamentos da reunião ocorrida na última sexta, 7, com o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz. “O secretário nos apontou a perspectiva de compra da vacina da Sinopharm em conjunto com o Ministério da Saúde. A previsão do Governo Federal de entrega de doses Pfizer foi ampliada de 13 milhões para 15,5 milhões, mas precisamos acelerar esse processo para o mês de junho. Não foi possível cumprir o prazo para segunda dose em todos os municípios”, afirmou o prefeito. 

A regulamentação da Lei 14.124 também foi ressaltada pelo presidente do Consórcio Conectar. “Pairam dúvidas sobre como o regramento vai acontecer. Criamos junto ao Ministério um grupo de trabalho para finalizar uma minuta que regulamenta a compra descentralizada. É preciso também definir como será a forma de trabalho junto ao Plano Nacional de Imunizações.”

O prefeito ainda chamou atenção para o caráter cíclico da pandemia. “A onda que está acontecendo esse ano é mais crítica. Vimos uma desestruturação do aparato hospitalar após a primeira onda. Precisamos saber desses movimentos para que a estrutura hospitalar seja mantida viabilizando a assistência em momentos críticos.”

O governador do Maranhão, Flávio Dino, chamou atenção para o fato de que, apesar da diminuição da sobrecarga da assistência hospitalar, o momento de melhora não deve nos levar à um afrouxamento das medidas de controle da pandemia. “Precisamos agora ter uma postura vigilante. Abrir mão das medidas de prevenção agora pode ter consequências terríveis”, comentou o governador. Reinaldo Azambuja, governador do Mato Grosso, destacou que a queda dos números é reflexo da vacinação em curso, mas é preciso aumentar o volume da imunização dos brasileiros. “Gestores tiveram que tomar decisões difíceis com a falta de insumos, precisamos agora focar esforços nas vacinas para diminuir a tensão que estados e municípios estão vivendo”, afirmou Azambuja.

Gean Loureiro finalizou sua participação na audiência chamando atenção para o momento pós-COVID. “Precisamos manter a estrutura hospitalar e ampliar a estrutura para certas redes, como a atenção mental. As doenças represadas e o tratamento pós-COVID irão gerar uma demanda extra que irá impactar nos municípios brasileiros. Além disso, haverá uma demanda gerada pelo confinamento e estresse da pandemia. Junto com a Frente Nacional de Prefeitos pretendemos contribuir para superar os desafios do pós-pandemia”, afirmou o presidente do Consórcio Conectar.

Sobre o Conectar

O Conectar – Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras é uma iniciativa inédita que reúne mais de 2 mil cidades que, juntas, representam mais de 150 milhões pessoas. Maior consórcio público do país, busca alternativas para acelerar o Programa Nacional de Imunização fazendo com que as vacinas cheguem mais rápido às cidades brasileiras. De forma integrada, irá agilizar a compra de medicamentos e o acesso a insumos médico-hospitalares para a rede pública de saúde. O Conectar foi instituído com a liderança da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e idealizado após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em 23 de fevereiro de 2021, que autoriza a aquisição de imunizantes contra COVID-19 por estados e municípios. Está fundamentado na Lei nº. 11.107/2005.

Confira a audiência pública na íntegra: https://www.youtube.com/watch?v=Q4yx3p0Qae4 

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